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Dor no ombro durante a corrida
18.04.20
Guilherme Victor Cref 032834-G/MG

Dor no ombro durante a corrida

O Manguito

A maior parte dos praticantes de corrida de rua tem uma fixação pelo fortalecimento de membros inferiores, em detrimento a essa fixação esquece detalhes fundamentais.

O organismo trabalha em sintonia com seus diferentes sistemas, para o movimento de locomoção temos o muscular e esquelético como sistemas principais, corredores de provas de meio fundo e fundo (1500m a maratona) colocam de lado o fortalecimento dos membros superiores podendo sofrer de desequilíbrios musculares como os acometidos pelo manguito rotador.

Você já correu e sentiu alguma vez dor no ombro você pode ter uma fraqueza do manguito rotador você conhece sua importância?

Manguito rotador é um conjunto de músculos formados pelo supra espinhal, infra espinhal, Redondo menor e subescapular.

Esse conjunto de músculos apesar de pouco conhecido tem um papel fundamental na estabilização do ombro, potencializar as rotações da articulação glenoumeral (articulação do ombro) e um compartimento importante para a nutrição das superfícies articulares da cabeça do úmero e da cavidade glenoidal.

Corredores sentem dores no ombro por causa dos movimentos repetitivos que sofrem os músculos que compõem o manguito rotador durante o movimento de corrida ele ajuda a estabilizar o ombro para fazer os movimentos, a alternância do balanço dos ombros de maneira repetitiva em um conjunto de músculos fracos pode gerar esforço nesta estrutura e consequente dor.

Incidência e tratamento

A lesão do manguito rotador é comum na prática ortopédica, responsável por cerca de 70% dos quadros de dor no ombro, em estudo publicado por Rathbun et al "Sua ruptura completa está relacionada a indivíduos jovens devido a situações traumáticas, enquanto que nos pacientes idosos tem como fator a fragilidade de tendões, com micro traumas repetitivos relacionados à anatomia acromial e pobre vascularização tendínea".

O tratamento conservador consiste em infiltração de corticosteroides, antiinflamatórios não esteroides, ultrassom e cinesioterapia.

A cinesioterapia segundo estudo de Andrade et al e a parte mais importante do tratamento não-cirúrgico, dividida em duas fases: na primeira são instituídos os exercícios de alongamento com o objetivo de obter a recuperação completa das amplitudes do movimento, a segunda fase constitui-se de exercícios de reforço para o manguito rotador e os estabilizadores da escápula e, posteriormente, para o deltoide, embora alguns pacientes possam reabilitar-se com sucesso apenas com exercícios domiciliares, a orientação e o acompanhamento profissional.

Exercícios de prevenção incluem trabalho de rotação interna e externa do braço e trabalho e fortalecimento da cintura escapular.

Referencia bibliográfica

Andrade RP, Correa Filho MRC, Queiroz BC. Lesões do manguito rotador. Rev Bras Ortop 2004; 39(11/12): 621-636.

CARVALHO, Alexandre Litchina et al . Rotator cuff injuries and factors associated with reoperation. Rev. bras. ortop., São Paulo , v. 51, n. 3, p. 298-302, June 2016 . Available from . access on 18 Apr. 2020. https://doi.org/10.1016/j.rboe.2015.07.008.

Rathbun JB, Macnab I. The microvascular pattern of the rotator cuff. J Bone Joint Surg Br. 1970;52(3):540–53.

https://diretrizes.amb.org.br/_DIRETRIZES/sindrome-do-manguito-rotador-reabilitacao/files/assets/common/downloads/publication.pdf access on 18 Apr. 2020

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Comentários

Tercio

19.04.20

Muito esclarecedor, obrigado professor